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Ação social

Jogo de tabuleiro gigante ensina crianças a prevenir a malária na comunidade onde vivem
12 JULHO 2016

Por meio de um jogo de tabuleiro de mais de dois metros, crianças de duas escolas municipais em Manaus (AM) receberam instruções para se proteger da malária, nos dias 7 e 8. O jogo da memória ‘Malária: juntos vamos proteger nossa comunidade’ é uma ação do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) e busca ensinar por meio da brincadeira e de forma cooperativa. Em Manaus, o Imed administra o Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade vinculada a Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

O jogo foi criado devido a malária ser considerada uma doença endêmica da nossa região. As crianças, bem como toda a comunidade, podem contribuir na adoção de medidas que reduzam a incidência da doença. No Amazonas, nos cinco primeiros meses do ano houve uma redução de 20,7% nos casos de malária em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), foram registrados 19.563 casos da doença no Estado de janeiro a maio de 2016, contra 24.697 no mesmo período de 2015. A malária é causada pelo parasita Plasmodium, transmitido pela picada do mosquito Anopheles.

 

Ação teve início ainda em junho, na recepção do Pronto-Socorro Infantil do Delphina Aziz e pela primeira vez será realizada fora da unidade. Segundo Juliana Dutra, que coordenou a idealização do jogo, as crianças serão agentes multiplicadores da atenção à saúde da família. “O jogo é voltado para o incentivo do aprendizado conjunto no meio familiar. Este é o processo de aprendizagem que acreditamos. O ‘Malária: juntos vamos proteger nossa comunidade’ foi criado para que a criança aprenda brincando, de forma cooperativa, ou seja, não é uma competição, mas um momento de um ajudar ao outro como deve ser em uma comunidade e como deve ser a prevenção. Todos de olho para evitar a exposição aos riscos”, explica.

 

Quem participa, ganha uma versão de 40 por 30 centímetros. “Por meio do jogo ensinamos as crianças e elas levam para casa uma versão resumida para brincar com seus pais, irmãos, amigos e o aprendizado é multiplicado nas comunidades. Assim investimos apenas uma vez no presente e no futuro, pois estaremos formando cidadãos conscientes e preparados”, destaca.

 

“Aprendi que quem tem malária sente febre, dores, calafrio e mal estar. Para não pegar a doença tem que usar repelente, blusa de mangas cumpridas e mosqueteiro”, disse Thawan Souza, de 10 anos, que participou do jogo em uma partida na recepção do PS Delphina Aziz. A mãe dele, Núbia Almeida, disse que já teve malária quando jovem e que as instruções que o filho recebeu no jogo são importantes para tomar os devidos cuidados.

 

O jogo

 

Além de conceitos de prevenção da malária, o jogo estimula o trabalho em equipe e cooperação. Seus objetivos são encontrar as causas e formas de prevenção da doença e ir retirando os mosquitos do tabuleiro assim como deve ser na comunidade. Os moradores estarão mais protegidos com todos ajudando.

 

A cada carta virada deve-se memorizar sua posição, até encontrar os pares. Em umas cartas existem as formas de contágio e no outro a forma de prevenção. A equipe da unidade de saúde participa do jogo e faz as explicações do tema. Os participantes devem fazer as tarefas em conjunto e compartilhar o conhecimento com todos os participantes. Acaba o jogo quando todos os mosquitos forem retirados do tabuleiro.


Na Escola Municipal Professor Raimundo Almeida Lúcio, situada à Alameda Rio Negro, s/n°, Colônia Terra Nova, a partida ocorreu no dia 7. Na Escola Municipal Benjamim Matias Fernandes, localizada na avenida A, Arterial com a rua F, Residencial Viver Melhor, bairro Lagoa Azul, a partida ocorreu no dia 8.

O Imed

 

O Instituto administra o PS Delphina Aziz desde sua inauguração, em 27 de junho de 2014. O Imed também promove de diversas ações na área social ligadas aos objetivos de desenvolvimento do milênio. O jogo está relacionado com o sexto objetivo que trata do combate a malária e outras doenças.

 

No ano de 2000, as Nações Unidas convidaram sociedade civil e governos a olhar com atenção alguns desafios que o planeta enfrentava e convidou todas a se engajarem em prol dos objetivos de desenvolvimento do milênio. Além do combate a Aids, malária e outras doenças, os objetivos englobam, por exemplo: acabar com a fome e com a miséria, educação básica de qualidade e igualdade entre os sexos e valorização da mulher.


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