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Infecções respiratórias

Crianças com infecções respiratórias devem se atendidas em unidades de saúde
16 DEZEMBRO 2015

Um quadro de uma simples gripe pode se transformar em uma grave infecção respiratória, principalmente em crianças. Os pais precisam estar atentos aos sintomas para saber quando é hora de procurar o serviço de saúde. Os usuários do Pronto-Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na zona Norte de Manaus, receberam essa orientação durante palestra de alunos finalistas do curso de medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), nesta segunda-feira, 15. A palestra foi supervisionada pela pediatra Fabrícia Sobrinho, médica da equipe do Pronto-Socorro.

 

Cansaço com esforço respiratório que causa afundamento do peito ou afastamento dos ossos costelas, batimento das asas do nariz, irritação, recusa da amamentação além de pés, boca e mãos roxas são sintomas de gravidade. Se a criança apresentar pelo menos um deles, é hora de procurar o Pronto-Socorro ou ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA), orientaram as acadêmicas de medicina Giovana Lima e Helen Magalhães.

 

“A criança pequena que fica quieta demais e com certo gemido também são sinais de atenção. As crianças são animadas e gostam de brincar. Esse comportamento, associado aos sintomas são alertas de que é hora de ir ao pronto-socorro ou ao SPA”, disse outra aluna que também ministrou a palestra, Marianna Mariah.

 

A palestrante Alexandra Jankauskas distribuiu um folder com informações aos pais. Em um ano, uma criança pode ter de 4 a 8 gripes. “As infecções respiratórias são responsáveis por um grande número de internações e até de óbitos das crianças. A identificação precoce da gravidade pode salvar vidas”, disse Jankauskas.

 

Quando a criança estiver gripada, com nariz escorrendo, mas não apresenta os sintomas de desconforto respiratório, os pais devem levá-la a um Centros de Atenção Integral à Criança (Caic) porque não se trata de uma emergência, mas é bom ser observado por um pediatra.

 

A dona de casa Suely Gomes Pacheto, 38, uma das participantes da palestra, contou que prestou atenção as recomendações para cuidar melhor da saúde da filha dela, Helena Santos, de 1 ano. Ela disse que trouxe a criança ao Delphina Aziz pensado que se tratava de uma gripe. Na unidade, a bebê foi diagnosticada com pneumonia.

 

“As orientações são importantes porque sabemos de algumas coisas, mas precisamos ter atenção nesses sintomas para saber a hora de procurar o pronto-socorro ou ao Caic”, disse.

 

Acidentes

 

A prevenção de acidentes na infância foi o tema de outra palestra ministrada por outro grupo de alunos finalistas do curso de medicina da UEA nesta terça-feira, 15. Gilbran Said, um dos palestrantes, ressaltou aos presentes na palestra que esses acidentes são as principais causas de morte de crianças de até 14 anos e destacou que 90% dessas lesões podem ser evitadas.

 

Os adultos nunca podem deixar crianças sozinhas ou sob os cuidados de outra criança na piscina ou no mar. Tanques e baldes nunca devem ser deixados com água em seu interior.  “São necessários somente dois dedos de água num balde ou bacia para que ocorra o afogamento de crianças”, destacou o estudante Enny Luana durante a palestra aos usuários.

 

Os brinquedos devem estar de acordo com o tamanho da criança. Peças pequenas podem ser engolidas, principalmente pelos bebês. “É imprescindível manter longe da criança produtos químicos e de limpeza, medicamentos, plantas, inseticidas e instrumentos de jardinagem”, alertou Lucas Félix durante a explicação.

O estudante Carlos Rattes disse aos usuários que para evitar quedas, é importante nunca deixar a criança sozinha em cima de qualquer móvel.


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