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 Imed

Doenças respiratórias

Com altas temperaturas, pacientes precisam estar atentos às doenças respiratórias e da pele
13 AGOSTO 2015

Manaus tem registrado temperatura média diárias de 35°C com pouca cobertura de nuvens, condições naturais que influenciam na manifestação de doenças respiratórias e da pele. O clínico-geral Daniel Lima da Rocha e a dermatologista Laryssa Madeira de Araújo, médicos do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, contam como se prevenir.

Pacientes com o diagnóstico de pneumonia representam o maior índice de internação nos últimos seis meses do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, administrado pela Organização Social Imed – Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento. Trata-se de infecções que se instalam nos pulmões. A temperatura atualmente registrada oportuniza a aparecimento dessa doença se não forem tomados os devidos cuidados. De janeiro a julho o PS registrou 549 internações com o diagnostico de pneumonia.

Daniel Rocha ressalta que, além da pneumonia, é comum nessa época pacientes com resfriado e a sinusopatia (sinusite), como também as bronquites (inflamação dos brônquios) e traqueítes (inflamação da traquéia).

“O clima deixa o ar um pouco mais pesado com presença de partículas. Surgem chuvas torrenciais de repente. O que leva pacientes jovens e, principalmente os mais idosos, a uma infecção respiratória mais grave”, disse.

É necessário evitar ambientes com poluição do ar, segundo ele. Locais próximos a indústrias que queimam combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo (gasolina e diesel) e próximo de ruas com grande fluxo de veículos o ar é carregado de partículas que não fazem bem a saúde.

Os cuidados com os idosos devem ser redobrados porque eles, quando apresentam pneumonia crônica, não têm mais o mecanismo natural de defesa das vias aéreas. “Eles acumulam impurezas no trato respiratório e isso predispõe para infecções”, destacou.

O cosumo de líquidos é recomendado para qualquer patologia. A mudança de ambiente com temperaturas diferente também pode prejudicar a saúde. “Sair de um local frio para um quente, por exemplo, pode levar a uma hiperreatividade das vias aéreas. Algumas pessoas tem mais predisposição e a hiperreatividade pode ser o pontapé inicial do quadro infeccioso”, disse.

Ao perceber falta de ar ou tosse com catarro e febre, o paciente deve procurar o serviço de saúde. “Não deixe piorar para procurar o serviço de saúde. Dependendo de como o paciente se apresente, pode ser feito atendimento e liberado para casa, mas se deixar agravar pode ser internado para fazer tratamento. O quanto antes, melhor”, disse.

Pele

A pouca cobertura de nuvens causam o aumento do índice de radiação dos raios ultravioleta (UV) e, a longo prazo, a exposição a esses raios prejudicam a pele. Os efeitos da exposição solar são acumulativos, por isso, diariamente, 15 minutos antes de sair de casa é preciso usar o protetor solar e reaplica-lo a cada duas horas, orienta Laryssa Madeira de Araújo, dermatologista do PS Delphina Aziz e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“O protetor é usado para a prevenção e é imprescindível. Desde a infância, os pais precisam educar os filhos a ter o costume de usar protetor solar”, disse. Não há diferença entre protetor e bloqueador, o que é necessário é verificar se ele tenha fator de proteção solar acima de 30 com proteção UVB e UVA.

“Muitos ficam na dúvida sobre que protetor usar, o ideal é se informar se o produto passou por estudos no site do fabricante ou no próprio rotulo, atestando sua eficácia”, disse Laryssa. O uso de óculos de sol previne o aparecimento de carne crescida nos olhos. Eles precisam ter proteção UV acima de 400 nm.

Doenças

As doenças ocasionadas pela exposição solar são, principalmente, causadas pelos raios UVA e UVB. A mais comum é o carcinoma basocelular (CBC) e o espinocelular (CEC). Há, ainda, a queratose actínica, uma lesão pré-maligna que, com o passar dos anos, pode se transformar em câncer. E a melanose solar que são aquelas pintas com a coloração preta comum em idosos.

Uma das características do carcinoma basocelular é o aparecimento de pequenas feridas na pele que nunca saram. “O paciente chega com um nódulo um pouco perolado, brilhoso e que nele tem algumas artérias vermelhas. Mas há vários subtipos de CBC”. Esses nódulos são comuns nas áreas de maior exposição solar, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço. O diagnóstico é preciso é possível ver feito por meio de biópsia, quando é extraído um ponto da lesão e submetido a analise do patologista.

Já no caso do carcinoma espinocelular, a lesão tem coloração avermelhada, e apresentam-se na forma de machucados ou feridas espessos e descamativos, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. Podem ter aparência similar a das verrugas também. Também é necessário biópsia para confirmar a doença.

A queratose actínica é uma lesão vermelha e escamosa. Aparece com mais frequência no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo, no couro cabeludo de pessoas calvas ou em outras áreas do corpo expostas ao sol. Inicialmente, as lesões são pequenas, e normalmente é mais fácil reconhecê-las pelo tato, onde conseguimos sentir a lesão escamativa. A presença de queratoses indica dano solar, e a lesão pode evoluir para câncer da pele. Segundo Laryssa, as vezes é necessário realizar biópsia para fechar o diagnóstico.

No caso da melanose solar, o diagnóstico pode ser feito clinicamente. A melanose solar é caracterizada por ter coloração que varia entre castanho claro e castanho escuro, medindo alguns milímetros, podendo chegar a dois centímetros. Geralmente, estas manchas surgem acima das mãos, no punho, antebraço, face e colo.


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