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Ação social

Imed faz alerta para doenças que atingem os pulmões e o coração
31 AGOSTO 2016

O Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) promove ação para alertar a comunidade sobre prevenção da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e da doença arterial coronária (DAC). As palestras aconteceram nesta quarta-feira, 31, no Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade administrada pelo Imed e vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

 

Todos os dias pacientes são atendidos no Pronto-Socorro Delphina Aziz por diferentes motivos, mas a DPOC e a DAC são as doenças de maior prevalência entre os que procuram a unidade. Entre os meses de abril e junho deste ano, apenas a DAC representa 4.064 (16%) dos atendimentos e a DPOC 1.641 (6%).

 

Quem participar da palestra receberá um dos dez diferentes cartazes criados para a ação. O participante será incentivado a fixá-lo em um local onde outras pessoas possam visualizar e despertar a curiosidade para as doenças. “É uma ação de multiplicação de informações. As palestras serão para colaboradores e para pacientes e acompanhantes. A unidade é voltada para o tratamento de pessoas que buscam atendimento por estarem doentes, mas pode ser, também, uma grande área de divulgação de informações relativas à saúde, sobretudo de prevenção”, disse Juliana Dutra, idealizadora da ação.

 

“Quem participar ganhará um cartaz e se comprometerá em cola-lo perto de onde moram, na escola ou no centro comunitário, por exemplo. Elas falarão sobre essas doenças para outras pessoas e irão compartilhar fotos desses cartazes via redes sociais”, completou Juliana.

 

Essas doenças estão relacionadas ao funcionamento de dois órgãos importantes, o coração e o pulmão.

 

Segundo o médico André Scariot, que atua no pronto-socorro, a doença pulmonar obstrutiva crônica obstrui as vias aéreas, que torna a respiração difícil. “Crônica significa que não tem cura. Obstrutiva quer dizer que bloqueia parcialmente os brônquios. Pulmonar, pois acomete os pulmões e doença, por se tratar de uma enfermidade”, explica o médico.

 

A DPOC é semelhante à asma, mas é doença crônica e pode se tornar grave, com o passar do tempo. A única maneira de ter certeza que você tem DPOC é realizar um exame respiratório chamado espirometria, secundando-se o exame de imagem e clínico.

 

Embora não tenha cura, os tratamentos disponíveis para a DPOC atuam retardando a progressão da doença, controlando os sintomas e reduzindo as complicações. Em sua maioria a DPOC resulta de danos pulmonares causados pelo tabagismo, ou da poluição ambiental.

 

Quando a DPOC está sobcontrole, os sintomas serão mais ou menos os mesmos no dia a dia. Trata-se uma doença progressiva, o que significa que se agrava com o tempo. Normalmente, essas mudanças são graduais, mas às vezes elas acontecem muito rapidamente, e isso é conhecido como uma exacerbação.

 

Para prevenir DPOC basta, segundo o médico, não usar tabaco e não se expor a ambientes poluídos e insalubres com poeira ou partículas em suspensão que possam agredir o pulmão.

 

Já a doença arterial coronária é uma condição onde a placa se acumula dentro das artérias coronárias que fornecem sangue rico em oxigênio ao coração. A placa estreita as artérias e reduz o fluxo sanguíneo ao coração. Isso, também, torna mais provável a formação de coágulos sanguíneos nas artérias.

 

A placa é composta por gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias encontradas no sangue. Quando a placa se acumula dentro das artérias, esta condição é chamada de DAC e pode levar ao infarto.

 

É uma doença que se evidenciou, basicamente, após a Revolução Industrial, devido à transformação de uma sociedade de estrutura basicamente rural, condicionada ao trabalho pesado e fisicamente ativa em uma população urbana, acostumada a um maior conforto, porém com alto índice de sedentarismo. Brasil são cerca de 300 a 350 mil infartos anuais, em decorrência da DAC.

 

As DAC são multifatoriais, portanto, evitá-las depende de hábitos de vida saudáveis: boa alimentação e exercícios físicos regulares. O fator genético familiar é um fator importante.


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