web

counter
 Imed

Prevenção

Meningite: vacinação é a melhor forma de proteção
16 DEZEMBRO 2016

Médicas do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), ressaltam a importância da vacinação para prevenir a meningite. Em uma unidade de urgência como o PS Delphina Aziz, um paciente que apresenta os sintomas típicos da doença deve iniciar o tratamento imediatamente, alerta a diretora clínica e pediatra Fabrícia Sobrinha.

 

Nosso cérebro e medula espinal é recoberto por membranas que são chamadas de meninges. Quando um vírus, bactéria ou fungo invade estas membranas causam inflamação e infecção, é o que chamamos de meningite, explica a médica infectologista Mayla Borba. “Se a meningite for causada por algumas bactérias, como a Neisseria meningitidis ou H. influenza, há grande importância epidemiológica devido os riscos constantes de epidemias e elevados índices de morbimortalidade”, destaca Mayla.

 

“Nenhuma vacina é 100% eficaz, mas essa é a melhor forma de evitar o adoecimento por muitas patologias, entre elas a meningite”, alerta Mayla Borga.

Além de ressaltar que a vacina é a arma mais forte contra a meningite, Fabrícia Sobinho ressalta que a alimentação tem papel fundamental na proteção. “Uma alimentação de qualidade, principalmente o aleitamento materno nos primeiros anos de vida, ajuda a melhorar a imunidade de forma considerável. Outra coisa muito importante, é evitar aglomerados para as crianças muito pequenas”, disse a pediatra.

 

Este ano, foi alterado do calendário de vacinação pelo Ministério da Saúde e os pais e responsáveis não devem se descuidar. Entre as modificações, houve mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passou a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

 

Sinais

 

Os pais precisam estar atentos aos seguintes sinais para saber a hora de procurar o serviço de saúde: febre, vômitos e mudança de comportamento, como por exemplo irritabilidade e perda de apetite súbita. Em crianças menores, movimentos descoordenados nos olhos, pescoço duro, manchas avermelhadas e arroxeadas na pele que surgem rapidamente.

 

O risco de contágio é sempre uma grande preocupação da equipe de saúde e principalmente dos pais. Ele é maior quando o contato com o doente é mais próximo. “Em escolas e creches, irmãos que dormem no mesmo quarto, por exemplo, porém, há todo um protocolo de prevenção quando esses pacientes chegam à unidade de saúde”, disse Sobrinho.

 

A confirmação de um diagnóstico de meningite provoca grande preocupação devido ao risco de outras pessoas serem infectadas. Nas unidades de saúde, protocolos devem ser seguidos à risca para evitar maiores danos. No Pronto-Socorro Delphina Aziz, por exemplo, diversas medidas são adotadas para proteção da equipe de saúde e demais pacientes em atendimento na unidade quando há um paciente com suspeita de meningite, como por exemplo uso de máscara cirúrgica e internação do paciente em leito de isolamento. Essas medidas são orientadas e acompanhadas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), destacou Mayla Borba.


Voltar
Todos direitos reservados | IMED - 2017 - Desenvolvido por líbero+