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 Imed

Novos casos de câncer de pulmão

AM deve registrar 270 novos casos de câncer de pulmão até o fim deste ano
14 SETEMBRO 2015

Médica orienta quando é hora de procurar o serviço de saúde

O Amazonas deve diagnosticar 270 novos casos de câncer de pulmão, traqueia e brônquios até o fim deste ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Só em Manaus, o Instituto estima que serão diagnosticados 190 novos casos. O total de diagnósticos é o montante dos anos de 2014 e 2015, padrão definido pelo Inca para a realização do levantamento. Ainda de acordo com a avaliação do Instituto, a maior ocorrência será em adeptos do tabagismo, que representam 80% da incidência da doença.

É importante estar atento a alguns sintomas para procurar o serviço de saúde e evitar maiores complicações, orientou a médica Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, Elizabeth Cardoso. “Tosse persistente associada a chiado no peito que leva ao desconforto respiratório, dor no peito e escarros com sangue sempre denotam um quadro de maior gravidade”, alertou Cardoso. A atenção do paciente deve ser redobrada se ainda houver a perda de peso acentuada ou de apetite. Os sintomas são semelhantes ao de outras doenças, por isso, é importante ter acompanhamento por um médico periodicamente, ressaltou a médica. “Ao apresentar essas condições, não é possível afirmar que o paciente está com câncer, mas são sinais de alerta que há algo que precisa ser investigado”, afirmou. O PS Delphina Aziz é uma unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e administrado pela Organização Social Imed – Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento.

O diagnóstico precoce é dificultado pela ocorrência já tardia dos sintomas. Apenas 20% dos casos são descobertos em fases iniciais. Na ocorrência dos sintomas suspeitos, deve-se procurar atendimento médico para que o mesmo avalie os antecedentes pessoais do paciente, histórico de fumo, exposição ambiental, ocupacional e antecedentes familiares de câncer.

Os usuários de tabaco têm de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão, quando comparados a não fumantes, destacou o INCA no estudo. O tabagismo é um risco para quem fuma e para quem convive com os fumantes. Os fumantes passivos têm predisposição para os riscos do cigarro uma vez que fazem a inalação da fumaça.

“O câncer também pode estar associado a fatores genéticos e por isso é importante estar atento ao histórico familiar”, disse Elizabeth Cardoso. A doença tem incidência, ainda, em quem contraiu tuberculose ou fez inalação de amianto, um mineral usado pela indústria da construção civil em pisos vinílicos, telhas e caixas d’água e outros. A inalação dessas fibras causam lesões nos pulmões.  

 


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