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 Imed

Doença endêmica

Pacientes diagnosticados com malária precisam levar tratamento a sério
26 FEVEREIRO 2016

Este ano, 225 pacientes foram submetidos a exames porque estavam com suspeita de malária, ao procurarem atendimento no Pronto-Socorro do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na zona Norte de Manaus. Desse total, 53 diagnósticos foram positivos para a doença. Os dados são referentes ao período de 1º de janeiro a 14 de fevereiro.

 

A malária é considerada uma doença endêmica da região. O seu tratamento é simples e eficaz, porém, sem os devidos cuidados, pode evoluir para a forma grave e até levar à morte. O pronto-socorro Delphina Aziz está localizado próximo ao Tarumã e das rodovias BR-174 e AM-010, locais com áreas de mata nativa, onde há maior risco de contaminação. É preciso não descuidar, para que o número de casos da doença diminuam.

 

No início deste mês, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) divulgou que, entre 2014 e 2015, houve aumento de 9,4% nos casos de malária no Estado e convocou gestores e prefeitos a reforçar o enfrentamento da doença no Amazonas. A malária é uma doença infecciosa febril aguda e apresenta cura, se for tratada em tempo oportuno e adequadamente.

 

A médica infectologista que atua no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do PS Delphina Aziz, Mayla Borba, destaca que a malária é um doença que ocorre em países de clima tropical, como o Brasil. “Na região Amazônica, a espécie mais prevalente é o Plasmodium vivax, seguida do Plasmodium falciparum em algumas regiões. A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, que tem hábitos ao amanhecer e ao entardecer”, explicou.

 

Os principais sintomas da malária são febre, calafrios e sudorese. Durante a crise aguda podem estar acompanhados por dor de cabeça, dores musculares, enjoo e vômitos. “O quadro clínico da malária pode ser leve, moderado ou grave, dependendo da espécie do parasito, da quantidade de parasitos circulantes, do tempo de doença e do nível de imunidade adquirida pelo paciente”, relatou a médica.

 

A prevenção é feita com a aplicação de repelentes, à base do componente químico chamado de DEET, em áreas expostas da pele. Ela também orienta a não se expor nos horários de maior circulação do mosquito, que é no pôr do sol e ao amanhecer, usar roupas claras e com manga longa, colocar telas em portas e janelas e usar mosquiteiro impregnado com repelente, também à base de DEET.

 

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença. No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde.​


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