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Tabagismo

Tabagismo é a maior causa de morte evitável do Planeta
2 SETEMBRO 2015

Responsável por seis milhões de mortes por ano em todo o mundo, o tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a maior causa de morte evitável do Planeta.

 

Com o intuito de conscientizar a população sobre o tema, comemora-se, no dia 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco nos países membros das Nações Unidas.

 

Desse total, mais de 600 mil são fumantes passivos, aqueles que convivem e respiram a fumaça do cigarro frequentemente e morrem de afecções relacionadas a essa condição.

 

Para alertar sobre os malefícios, muitas vezes irreversíveis do cigarro, a médica cardiologista Priscila Marques dos Santos, do IMED (Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento), faz considerações sobre as consequências do vício.

 

O tabagismo, de acordo com a especialista, é um dos maiores males decorrentes da utilização de drogas lícitas na atualidade. “O cigarro e a bebida alcoólica são as principais drogas lícitas que geram grande repercussão tanto econômica quanto psicossocial. O tabagismo, quando praticado em grande escala, pode levar tanto a problemas diretos quanto a problemas indiretos, como problemas pulmonares, enfisemas, doenças em vias respiratórias, tumores, cânceres de boca, língua, tudo isso decorrente do cigarro.”

 

A cardiologista explica que o cigarro possui mais de quatro mil substâncias tóxicas, que prejudicam não só os fumantes, mas aqueles que convivem com ele. O tabagista passivo também está exposto a esses malefícios. “Às vezes muito mais que o fumante que, teoricamente, tem em seu cigarro um filtro impedindo a passagem de algumas dessas substâncias. O passivo está sempre exposto à fumaça e pode sofrer as mesmas consequências."

 

Entre os males indiretos causados pelo cigarro estão os problemas cardiovasculares, devido às substâncias danosas às paredes vasculares. “Isso acaba aumentando os fatores de risco para os problemas cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio. Temos muitos pacientes que não têm pressão alta, não têm diabetes, mas têm uma carga tabágica alta. Essa carga influencia como fator de risco direto na ocorrência do infarto. A nicotina pode elevar os níveis de colesterol e de pressão arterial".


Aconselhamento


O principal aconselhamento é parar de fumar. Conforme a cardiologista, o uso prolongado é danoso ao organismo e a melhor alternativa é não começar. “Além disso, têm as questões sociais. As pessoas que fumam são marginalizadas pelas que não fumam. A própria família se incomoda e isso acaba gerando um estresse. Parar não é fácil, é necessário muito apoio da família e de programas multidisciplinares específicos para apoiar nesses casos”, explica.

 

Com o tempo, o organismo fica dependente. O tratamento nem sempre depende de a pessoa querer, portanto a utilização de alguns remédios, como adesivos que liberam substâncias gradualmente e outros orais são necessários para conter a vontade de fumar.


No Brasil


De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de pessoas consumidoras de cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado há cinco anos. Em 2013, do total de adultos entrevistados, 14,7% afirmavam fumar. Esse índice era de 18,5% em 2008, conforme a Pesquisa Especial de Tabagismo do IBGE (PETab).

 

A priorização do atendimento ao tabaco em unidades básicas de saúde também pode ser mensurado pela PNS. De acordo com a pesquisa, 73,1% das pessoas que tentaram parar de fumar conseguiram tratamento, um aumento importante em relação a 2008, quando o índice era de 58,8%. Atualmente são mais de 23 mil equipes de saúde da família em todo o país prontas para oferecer o tratamento ao tabagismo em 4.375 municípios.

 

O fumo em ambientes fechados também foi proibido no Brasil a partir de dezembro de 2014, quando um decreto presidencial aboliu inclusive as áreas para fumantes – os conhecidos “fumódromos”. Em casos de desrespeito, o estabelecimento pode receber advertência e multa, além de ser interditado e ter seu alvará de funcionamento cancelado. As multas variam de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão, em caso de desrespeito às normas sanitárias. Além disso, ficou proibida a publicidade de produtos com tabaco em todo o território nacional.


Fatos sobre o Tabaco


• O tabaco mata até 50% de seus usuários

 

• As mortes atribuídas ao uso de tabaco somam 6 milhões por ano mundialmente. Destas, mais de 5 milhões resultam do uso direto do tabaco, enquanto 10% ou 600 mil mortes são causadas a fumantes passivos, que inalam a fumaça do cigarro de outros. Se não forem tomadas medidas drásticas, o número de mortes por uso de tabaco pode chegar a 8 milhões por ano em 2030.

 

• Aproximadamente 80% do número de 1 bilhão de fumantes vivem em países de baixa e média renda.


Principais malefícios ao corpo

 

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca

 

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral

 

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da freqüência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto

 

Corrente Sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros

 

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago

 

Fígado: A nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

 

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma dessas doenças e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

 


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