web

counter
 Imed

Tuberculose tem cura

Tuberculose tem cura: conheça os sintomas e diagnóstico
3 SETEMBRO 2015

No ano passado, o município de Manaus registrou 1.937 casos novos de tuberculose, representando uma taxa de incidência de 107,5 casos por 100 mil habitantes. Em todo o estado do Amazonas foram registrados, em média, quatro novos casos de tuberculose por dia. Segundo o Programa Estadual de Controle da Tuberculose, de janeiro a março deste ano, mais de 300 casos foram diagnosticados.

Os dados podem estar atrelados a questões socieconômicas, como níveis de pobreza, desnutrição, alcoolismo, drogas e diabetes, por exemplo. “Embora a tuberculose possa ser considerada um problema mundial, atingindo as pessoas indistintamente, ela guarda importantes características sociais, intimamente associadas à transmissão e à evolução da doença”, afirmou João Abdalla, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz, gerenciado pelo IMED e a SUSAM.

No entanto, o diganóstico correto da doença permite o início do tratamento e, consequentemente, a redução no risco de transmissão. Uma das estratégias mais eficientes adotadas pelos órgãos públicos de Manaus para o diagnóstico precoce foi a implantação, no ano passado, do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) nos laboratórios distritais da rede municipal de saúde. É um teste automatizado, simples, de rápida e fácil execução por parte dos laboratórios e detecta simultaneamente o bacilo transmissor da doença e a resistência à rifampicina (uma das medicações utilizadas no seu tratamento), diretamente no escarro, em menos de 2 horas.

A implantação do teste contribuiu para a maior agilidade no diagnóstico e para o início mais precoce do tratamento recomendado para cada caso. No ano passado, 160 pessoas morreram vítimas da doença em pleno tratamento no Estado do Amazonas. O tratamento tem duração de seis meses, mas logo o paciente já apresenta melhora no quadro. Talvez por isso, mais de 60% dos pacientes abandonem o tratamento sem estarem curados, o que reforça a importância de o paciente continuar o tratamento até o final. “O controle bacteriológico deve ser de preferência mensal e, obrigatoriamente, ao término do segundo, quarto e sexto mês de tratamento”, disse Abdalla.

Tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento são os principais sintomas da tuberculose. Nos casos mais avançados, pode aparecer escarro com sangue. Observa-se, normalmente, comprometimento do estado geral, febre baixa vespertina, não costuma ultrapassar os 38,5º C, com sudorese, mas sem calafrios. Anorexia, inapetência e emagrecimento são comuns também, disse Abdalla.

O contágio se dá mediante a inalação de partículas microscópicas, que são eliminadas a partir das lesões pulmonares de um doente através da tosse, espirro, riso ou fala. O presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar explicou ainda que aproximadamente cerca de 30% das pessoas expostas ao bacilo irão adquirir a infecção. Desse total, apenas 10% irão evoluir para alguma forma clínica da doença ao longo da vida. Os 90% dos indivíduos restantes, desenvolvem uma resposta imune suficientemente eficaz para eliminar o bacilo.



Tuberculose no Brasil e no mundo

Dentre os vinte e dois países responsáveis por cerca de 80% de todos os casos de tuberculose no mundo, o Brasil ocupa a décima sétima posição. Em 2012, foram diagnosticados 70 mil novos casos, cuja mortalidade, relatada neste mesmo período, foi de aproximadamente 5.000 óbitos (5).

Aproximadamente, 66% dos casos de tuberculose notificados são do sexo masculino.

Para os homens, a doença é mais frequente na faixa etária entre 25 a 34 anos e a maior taxa de incidência ocorre na faixa entre 45 a 54 anos de idade. Para o sexo feminino, tanto o volume de casos quanto a taxa de incidência são maiores entre os 25 e 34 anos de idade.

A Organização Mundial de Saúde estimou, em 2011, 8,7 milhões de casos novos de tuberculose no mundo, com um saldo de 1,4 milhões de óbitos. Países em desenvolvimento, concentram mais de 95% de todos os casos e 98% das mortes devidas à tuberculose. Por outro lado, em países industrializados da Europa e na América do Norte, onde a incidência é muito menor, a maioria dos casos ocorre entre os imigrantes de países com alta prevalência de tuberculose, de acordo com Abdalla.

 


Voltar
Todos direitos reservados | IMED - 2017 - Desenvolvido por líbero+