Hospital Municipal da Brasilândia reforça compromisso com a igualdade racial e a representatividade

Colaboradores do Hospital Municipal da Brasilândia participam do evento "Prevenção e Combate ao Racismo nas Unidades Hospitalares", realizado em 2025, durante uma palestra sobre igualdade racial.

Com mais de 60% dos colaboradores autodeclarados negros ou pardos e mais de 70% das lideranças ocupadas por esses profissionais, unidade promove ações permanentes de conscientização e inclusão

O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB) – Adib Jatene, unidade da Prefeitura de São Paulo administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade racial por meio de ações permanentes de conscientização, valorização da diversidade e incentivo à inclusão. As iniciativas integram a cultura organizacional da unidade e contribuíram para a conquista do Selo da Igualdade Racial por dois anos consecutivos.

Atualmente, o hospital conta com cerca de 1.200 colaboradores, dos quais mais de 60% se autodeclaram negros ou pardos. A representatividade também está presente nos cargos de liderança, com mais de 70% dos coordenadores, supervisores de enfermagem e supervisores administrativos sendo profissionais negros ou pardos, fortalecendo uma gestão mais diversa e representativa.

“Nosso objetivo é garantir que todas as pessoas tenham oportunidades de crescimento, sejam valorizadas por sua competência e encontrem um ambiente de trabalho baseado no respeito, na equidade e na inclusão. Seguiremos promovendo ações de conscientização e fortalecendo uma cultura organizacional que respeita as diferenças e contribui para uma sociedade mais justa,” destaca Getro Padua, diretor-geral do HMB.

Representatividade e conscientização

Como parte das ações de promoção da equidade racial, a unidade realiza periodicamente rodas de conversa, palestras e atividades educativas voltadas ao combate ao racismo e à valorização da diversidade. Os encontros incentivam o diálogo, ampliam a conscientização dos colaboradores e reforçam a importância da construção de um ambiente de trabalho pautado pelo respeito, pela inclusão e pela igualdade de oportunidades.

“Fico muito feliz em fazer parte de uma instituição que preza por esse tema. Como negra, já vivi muitas situações que me fazem hoje lutar por essa causa. Ganhamos os selos com base em nossa missão de acolher e trabalhar para um mundo mais igualitário”, afirma Carla Ribeiro de Souza, supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH).

Os resultados refletem uma política institucional voltada ao desenvolvimento profissional e à valorização das pessoas. Para Márcio Luiz Antônio, supervisor de enfermagem, o ambiente de trabalho que encontrou no HMB foi diferente de outros lugares pelos quais já passou. “Aqui encontrei muito respeito. Isso é importante. Abraçar a causa nos motiva ainda mais”, disse.

Campanha nacional

Celebrado em 3 de julho, o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial marca a criação da Lei Afonso Arinos, de 1951, considerada a primeira legislação brasileira voltada ao combate à discriminação racial. O Hospital Municipal da Brasilândia atende a população de uma região com mais de 250 mil habitantes e, segundo dados censitários recentes, aproximadamente 50% dos moradores se autodeclaram negros ou pardos.