Policlínica alerta para os sinais da enxaqueca e a importância do tratamento
Dor de cabeça intensa e recorrente pode indicar uma doença neurológica que exige acompanhamento especializado
A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa, chama a atenção para a enxaqueca, uma doença neurológica crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os distúrbios relacionados às dores de cabeça acometem cerca de 40% da população mundial, sendo a enxaqueca uma das principais causas de incapacidade entre as doenças neurológicas. Apesar do impacto na qualidade de vida, muitos pacientes convivem com os sintomas sem procurar atendimento médico ou realizar o tratamento adequado.
A enxaqueca vai além de uma dor de cabeça comum. As crises costumam provocar dor intensa, geralmente em um dos lados da cabeça, podendo ser acompanhadas por náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, aos sons e aos odores. Em alguns casos, o paciente também pode apresentar alterações visuais, como pontos luminosos ou visão embaçada, além de formigamentos antes do início da dor, quadro conhecido como aura.
De acordo com o médico neurologista Rafael Dias de Sousa, a enxaqueca é uma doença que pode ser controlada quando diagnosticada precocemente e acompanhada de forma adequada. “A enxaqueca é uma condição que pode ser controlada quando o paciente recebe o diagnóstico correto e segue o tratamento indicado. Não é normal conviver com dores de cabeça frequentes ou incapacitantes. Quanto mais cedo a pessoa procurar atendimento, maiores são as chances de reduzir a intensidade e a frequência das crises, preservando sua qualidade de vida”, destaca o médico.
Os sinais de alerta incluem dores de cabeça intensas e recorrentes, especialmente quando ocorrem diversas vezes ao longo do mês ou passam a interferir nas atividades diárias. Também merecem atenção crises acompanhadas por náuseas, vômitos, sensibilidade excessiva à luz, aos sons ou aos odores, alterações visuais, formigamentos, dificuldade para falar ou qualquer mudança no padrão habitual da dor. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica para confirmar o diagnóstico, descartar outras doenças e iniciar o tratamento mais adequado.
Entre os principais fatores que podem desencadear as crises estão estresse, noites mal dormidas, jejum prolongado, desidratação, alterações hormonais e o consumo excessivo de alguns alimentos e bebidas. A identificação desses gatilhos, associada ao acompanhamento especializado, contribui para reduzir a frequência das crises e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

