HMB promove encontro sobre prevenção e combate à violência contra a mulher
Atividade reuniu colaboradores e munícipes para ampliar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência e os caminhos para buscar proteção e apoio
Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, o Hospital Municipal da Brasilândia (HMB) – Adib Jatene, unidade da Prefeitura de São Paulo administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), promoveu um encontro para ampliar o conhecimento sobre a prevenção e o combate à violência doméstica. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 casos de feminicídio, o maior número da série histórica. O dado representa um aumento de 4% em relação a 2024.
A conversa foi realizada nos dois plantões da unidade. No período da manhã, contou com a participação de Marina Cerqueira, delegada da 4ª Delegacia de Defesa da Mulher Norte; Pauliana Aparecida, assistente social da 4ª Delegacia da Mulher e integrante da ONG Bem Querer Mulher; e Carlos Garnica, advogado e presidente da subseção da região da Freguesia. No período noturno, a atividade foi conduzida em parceria com Veronica Machado, palestrante, escritora, fundadora e diretora de Relações Institucionais da ONG Mensageiros da Esperança. Durante os encontros, os profissionais compartilharam informações sobre os serviços disponíveis, as formas de acolhimento às vítimas e a importância de reconhecer os sinais de violência.
“Esses eventos são extremamente importantes, principalmente para nós, mulheres. Sabemos que, nos dias de hoje, o feminicídio, os assédios e a violência estão em alta. Muitas colegas têm vergonha, medo e receio de compartilhar o que estão vivendo e acabam se sentindo aprisionadas dentro desse ciclo”, destaca Luana Rodrigues, gerente administrativa do HMB.
Informação e participação do público
A programação contou com palestras e momentos de diálogo com profissionais da rede de proteção, abordando a Lei Maria da Penha, medidas protetivas e os caminhos para buscar ajuda. Durante o encontro, foram discutidas formas de violência que vão além da agressão física, como a psicológica, patrimonial, moral e sexual. Também foram apresentados sinais de alerta e orientações sobre como acessar os serviços da rede de proteção.
“É importante trazer esclarecimento sobre a Lei Maria da Penha, as formas de violência que existem hoje contra a mulher e também quais são as medidas protetivas vigentes. Quem trabalha diariamente com mulheres vítimas de violência precisa saber identificar os sinais de alerta para que essa pessoa possa ser socorrida”, explica Carlos Garnica.
Rede de proteção
A aproximação entre o hospital e os serviços que integram a rede de proteção foi um dos pontos destacados. Para Marina Cerqueira, delegada da 4ª Delegacia de Defesa da Mulher Norte, a parceria com os serviços de saúde é fundamental para qualificar o atendimento às mulheres em situação de violência. “Estamos falando de órgãos de saúde que são portas abertas 24 horas e, consequentemente, recebem diversas situações de violência. Por isso, é importante preparar os profissionais para receber essas notícias, realizar os encaminhamentos e oferecer os acolhimentos necessários”, afirma.
Pauliana Aparecida, assistente social da 4ª Delegacia da Mulher e integrante da ONG Bem Querer Mulher, também destacou a importância de orientar as mulheres sobre a rede de apoio disponível. “Muitas vezes, a mulher não procura a delegacia por medo ou por não saber como será sua vida depois disso. É importante mostrar que ela não está sozinha, que existe uma rede de apoio e acolhimento disponível”, ressalta.
Compromisso com o paciente
A iniciativa integra as ações do HMB voltadas à conscientização e reforça o compromisso da unidade com a promoção da informação, do acolhimento e da proteção às mulheres em situação de violência. Durante o Agosto Lilás, o Projeto Cuidar e Mover também promoveu, no início do mês, uma programação especial voltada aos munícipes e ao acolhimento dos pacientes internados na unidade.
“Normalmente, fazemos palestras dentro do hospital e as pessoas acabam ficando ansiosas por conta do trabalho e da rotina de cuidar de alguém. Desta vez, foi diferente. Não conseguimos nem terminar a dinâmica, porque as pessoas começaram a fazer muitas perguntas e queriam saber mais. Foi tudo muito bem esclarecido pelos profissionais que estavam presentes”, reforça Carla Ribeiro, supervisora no Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH).
IMED – Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento | NOTÍCIAS
