HMB reforça importância da vacinação contra o sarampo e dos cuidados para conter avanço da doença
Infectologista da unidade alerta para a alta transmissibilidade do vírus, os principais sintomas e a importância da identificação precoce dos casos
O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB) – Adib Jatene, unidade da Prefeitura de São Paulo administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), reforça a importância da prevenção e da vacinação contra o sarampo diante do aumento de casos da doença em 2026. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), 23 casos foram confirmados até agosto deste ano no estado de São Paulo, de um total de 24 registrados no país.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), o Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação do sarampo. Contudo, o vírus voltou a circular no país em 2018, e o Brasil perdeu a certificação em 2019. Em 2023, não houve casos confirmados. Em 2024, foram registrados cinco casos e o país recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo. Em 2025, 38 casos foram registrados.
Causas e sintomas
De acordo com a infectologista do HMB, Giovana Muro, o sarampo é uma doença viral causada pelo morbilivírus e faz parte do grupo das doenças exantemáticas, que provocam febre e lesões na pele. A transmissão ocorre principalmente pelo ar, por meio de aerossóis e gotículas, o que torna a doença altamente contagiosa.
“Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para mais de dez pessoas, chegando a dezoito em algumas situações. Por isso, a identificação rápida dos casos suspeitos é fundamental para interromper a cadeia de transmissão”, observa a médica.
Entre os principais sintomas, conforme explica Giovana, estão febre, cansaço intenso, prostração e lesões avermelhadas na pele. O quadro também pode apresentar sintomas respiratórios, como coriza, além de conjuntivite. Em alguns casos, podem surgir manchas esbranquiçadas na boca, conhecidas como manchas de Koplik.
Prevenção e vacinação
A vacinação é apontada pela especialista como a principal medida para prevenir o sarampo e reduzir a circulação do vírus. O esquema vacinal de rotina prevê doses da tríplice viral aos 12 e 15 meses. Em situações de surto, também pode ser indicada a chamada dose zero para crianças a partir dos seis meses, como estratégia de bloqueio.
“A vacinação é a maior medida, então vacine-se. Além da higienização das mãos e de todas as outras formas de prevenção, é muito importante conhecer os sintomas e avisar o seu vizinho, o seu familiar, o seu amigo. Saber quando suspeitar e procurar ajuda”, orienta a profissional do HMB.
A identificação de um caso suspeito e a procura por atendimento de saúde também são importantes para que a rede possa realizar a investigação e adotar medidas de controle.
Atenção aos sintomas
Ao apresentar sinais compatíveis com o sarampo, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação. A porta de entrada preferencial da rede pública é a Unidade Básica de Saúde (UBS), mas os casos que necessitem de atendimento de maior complexidade podem ser encaminhados para o hospital.
“A atenção é necessária porque, apesar de ser uma doença viral, o sarampo pode evoluir para complicações graves, como meningite, encefalite e infecções bacterianas associadas. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais”, alerta a infectologista.
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