HEF alerta para aumento de casos de mal-estar e fadiga  

Aumento de atendimentos por mal-estar e fadiga no Hospital Estadual de Formosa (HEF).

Somente em janeiro, foram 183 atendimentos; número elevado quando comparado aos 471 atendimentos nos últimos seis meses de 2025 

O Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), alerta a população sobre o aumento no número de atendimentos relacionados a quadros de mal-estar e fadiga registrados no Pronto-Socorro da unidade: somente no mês de janeiro, foram 183 casos; número elevado quando comparado aos 471 atendimentos nos últimos seis meses de 2025, com esse mesmo tipo de queixa.  

Os quadros de mal-estar e fadiga podem estar associados a diferentes fatores, como desidratação, alimentação inadequada, longos períodos de jejum, estresse físico e emocional, noites mal dormidas, infecções virais, alterações na pressão arterial, anemia, entre outras condições clínicas que exigem avaliação profissional. Embora muitas vezes sejam sintomas considerados comuns, eles podem indicar desde situações simples até problemas de saúde mais graves, especialmente quando persistem ou se manifestam de forma intensa. 

Segundo o médico coordenador do Pronto-Socorro do HEF, Wandersom Sant’Ana, é importante que a população esteja atenta aos sinais do corpo e busque atendimento no momento adequado. “O mal-estar e a fadiga não devem ser ignorados, principalmente quando são frequentes ou vêm acompanhados de outros sintomas. A avaliação médica permite identificar a causa do problema, iniciar o tratamento correto e evitar complicações que podem agravar o quadro clínico”, destaca o profissional. 

Prevenção e sinais de alerta 

Medidas simples no dia a dia podem contribuir significativamente para a prevenção de episódios de mal-estar e fadiga, como manter uma boa hidratação ao longo do dia, adotar uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes, evitar longos períodos de jejum, respeitar os momentos de descanso e sono, reduzir situações de estresse excessivo e praticar atividades físicas de forma regular e adequada à condição de cada pessoa. Essas ações ajudam a manter o bom funcionamento do organismo e a reduzir riscos à saúde. 

De acordo com o médico coordenador, a prevenção está diretamente ligada aos cuidados básicos com a saúde. “Hábitos simples, como beber água com frequência, manter uma rotina alimentar adequada e respeitar os limites do corpo, fazem diferença na prevenção de quadros de mal-estar e fadiga. Pequenas mudanças no dia a dia podem evitar a necessidade de atendimentos de urgência”, reforça o médico. 

No entanto, é fundamental que a população esteja atenta aos sinais do corpo e saiba identificar o momento correto de buscar atendimento médico. O Pronto-Socorro deve ser procurado sempre que o mal-estar e a fadiga forem intensos, persistentes ou vierem acompanhados de sinais de alerta, como tontura intensa, episódios de desmaio, falta de ar, dor no peito, palpitações ou alterações nos batimentos cardíacos, confusão mental, dificuldade para falar, fraqueza súbita (especialmente em um dos lados do corpo), febre persistente, vômitos frequentes ou dificuldade para se alimentar e se hidratar. Nesses casos, a avaliação médica imediata é essencial para o diagnóstico precoce e a condução adequada do tratamento.