Hospital da Brasilândia realiza ações de combate à hanseníase

Profissionais de saúde participam de palestra educativa do Janeiro Roxo sobre hanseníase no Hospital Municipal da Brasilândia.

Campanha do Janeiro Roxo contou com palestras educativas, além de estratégias de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce

O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB), unidade da Prefeitura de São Paulo administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), aderiu, ao longo do mês de janeiro, à campanha do Janeiro Roxo, voltada ao combate à hanseníase. A iniciativa reuniu ações educativas e informativas com o objetivo de orientar profissionais de saúde e a população sobre a doença, seus sinais e sintomas, formas de transmissão e a importância do diagnóstico precoce.

A relevância da campanha é reforçada pelos dados epidemiológicos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024 foram registrados 22.129 novos casos de hanseníase no Brasil, o que corresponde a uma taxa de detecção de 10,41 casos por 100 mil habitantes. O boletim especial divulgado pela pasta também aponta a ocorrência de casos em menores de 15 anos.

“É uma honra ter nossa unidade realizando essa campanha. Atualmente, quase 30 mil pessoas passam mensalmente por aqui, e é nosso papel, como instituição de saúde, levar orientação e informação para a população”, afirma Getro Pádua, diretor-geral do HMB.

A programação do Janeiro Roxo no hospital contou com palestras educativas conduzidas pela interlocutora da Coordenadoria Regional de Saúde Norte e da Divisão Regional de Vigilância em Saúde, Maria Eliana de Lima, e pela infectologista do HMB, Giovana Sapienza. As atividades tiveram como foco a sensibilização, a desmistificação da doença, a identificação dos sinais iniciais e os cuidados necessários para evitar a transmissão.

“A hanseníase é uma doença milenar e ainda desconhecida por muitas pessoas, o que reforça a importância do esclarecimento para que a população entenda como ela é transmitida e quais cuidados devem ser adotados”, destacou Maria Eliana. Segundo ela, por se tratar de uma doença silenciosa, muitas pessoas convivem com casos próximos sem perceber os sinais iniciais, o que torna a informação contínua ainda mais essencial.

As ações realizadas durante o Janeiro Roxo reforçaram o caráter educativo do período, marcado pela intensificação das orientações à população. “No mês de janeiro, reforçamos as ações direcionadas ao público em geral e a disseminação de informações importantes sobre a hanseníase”, explicou Maria Eliana.

A campanha também contou com uma comunicação visual marcante. Durante o período noturno, a fachada do hospital foi iluminada na cor roxa, em alusão ao Janeiro Roxo, como estratégia complementar de conscientização. “Foram várias ações realizadas dentro da unidade, não apenas voltadas para a orientação dos profissionais que trabalham aqui, mas também em conjunto com a comunidade. Fizemos divulgação externa e mudamos a cor da fachada do hospital para dar destaque a esse momento”, destacou Getro Pádua.

Fachada do Hospital Municipal da Brasilândia iluminada em roxo durante a campanha Janeiro Roxo de conscientização sobre a hanseníase.

Fachada da unidade ficou iluminada de roxo no período noturno (Foto: reprodução/ IMED)

A ação na unidade fez parte do encerramento da campanha do Janeiro Roxo na região, ocasião em que o HMB foi convidado pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Zona Norte para sediar o evento. Ao todo, a campanha foi realizada em 22 unidades de saúde. “Tivemos o apoio da supervisão técnica, da coordenadoria e de representantes das UVIS e das UBSs, uma parceria de grande importância que fortalece a integração entre os serviços e a atuação conjunta no combate à doença”, afirmou Carla Ribeiro, enfermeira supervisora do NVEH do hospital.

“O Janeiro Roxo é um mês simbólico, mas o cuidado com a hanseníase deve acontecer durante todo o ano. Identificar precocemente, orientar e garantir o tratamento adequado são ações diárias”, afirmou a infectologista da unidade, Giovana Sapienza.

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, transmitida principalmente pelas vias aéreas superiores por meio de gotículas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são fundamentais para evitar sequelas e interromper a transmissão da doença.