Policlínica de Posse orienta sobre o TDAH e a importância do diagnóstico precoce

O TDAH, uma condição de neurodesenvolvimento, afeta 5% a 8% da população. Na Policlínica Estadual da Região Nordeste II - Posse, a informação é essencial para tratamento e acolhimento.

Conhecimento sobre os sintomas, o diagnóstico e o tratamento ajuda a reduzir preconceitos e favorece o acompanhamento adequado da condição.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento que pode afetar diversas faixas etárias. Caracterizado por sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade, o transtorno pode interferir no desempenho escolar, profissional, nas relações sociais e na qualidade de vida quando não é identificado e acompanhado adequadamente. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA) o transtorno afeta de 5% a 8% da população mundial, incluindo cerca de 6 milhões de brasileiros. Em adultos, a prevalência está entre 2,5% e 4%.

Em alusão ao Dia Mundial do Tratamento do TDAH, celebrado em 13 de julho, a equipe multiprofissional da Policlínica Estadual da Região Nordeste II – Posse reforça a importância da informação como ferramenta para ampliar o conhecimento sobre a condição, combater estigmas e incentivar a busca por avaliação profissional diante de sinais persistentes. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissionais habilitados, considerando o histórico e a avaliação individual de cada pessoa. 

De acordo com o fisioterapeuta Kalyson da Silva, a prática regular de atividades físicas pode ser uma importante aliada no cuidado integral. “A atividade física contribui para a saúde física e mental, favorecendo aspectos como atenção, controle do estresse, bem-estar e qualidade de vida. Embora não substitua o tratamento indicado por profissionais de saúde, ela pode complementar o acompanhamento de pessoas com TDAH”, explica.

Tratamento multiprofissional 

O tratamento do TDAH deve ser individualizado e pode envolver acompanhamento médico, psicológico, orientação familiar, estratégias educacionais e mudanças no estilo de vida, conforme as necessidades de cada pessoa. A conscientização sobre o transtorno é um passo importante para promover inclusão, acesso ao diagnóstico e melhor qualidade de vida.

A psicóloga Andrielle Bomfim destaca que conhecer os principais sinais do transtorno é fundamental para a identificação precoce. “Desatenção frequente, impulsividade e hiperatividade são características que podem estar presentes em diferentes intensidades. A avaliação especializada é indispensável para o diagnóstico correto, e hábitos de vida saudáveis”, ressalta.

Andrielle também aponta que ampliar o diálogo sobre o TDAH contribui para reduzir preconceitos e fortalecer o acolhimento. “Informação de qualidade ajuda as pessoas a compreenderem melhor o transtorno, favorece o reconhecimento dos sintomas e reforça a importância do acompanhamento psicológico e multiprofissional quando necessário”, finaliza.

O TDAH, uma condição de neurodesenvolvimento, afeta 5% a 8% da população. Na Policlínica Estadual da Região Nordeste II - Posse, a informação é essencial para tratamento e acolhimento.
Embora a disfunção neurobiológica seja frequentemente associado à infância, os sintomas podem persistir em até 70% dos casos na adolescência e em cerca de 50% na vida adulta. (Foto: Divulgação/IMED)
NOTÍCIAS | Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED