HEF alerta para o avanço da resistência bacteriana

O Hospital Estadual de Formosa (HEF) alerta sobre a resistência bacteriana. A automedicação e o uso inadequado de antibióticos são principais causas desse problema de saúde pública.

Uso inadequado de antibióticos pode tornar infecções mais difíceis de tratar e aumentar o risco de complicações

O Hospital Estadual de Formosa (HEF) alerta para um problema de saúde pública que pode afetar pessoas de todas as idades: a resistência bacteriana aos antibióticos. O fenômeno ocorre quando as bactérias desenvolvem mecanismos capazes de reduzir ou impedir a ação dos medicamentos utilizados para combater as infecções, tornando o tratamento mais difícil e, em alguns casos, limitando as opções terapêuticas disponíveis.

Embora a resistência seja um processo natural de adaptação dos microrganismos, o uso inadequado e excessivo de antibióticos acelera o surgimento e a disseminação de bactérias resistentes. Entre as situações que contribuem para o problema estão a automedicação, o uso de antibióticos sem indicação médica, a utilização de medicamentos que sobraram de tratamentos anteriores e o emprego desses remédios para doenças causadas por vírus, como gripe e resfriado.

Para o médico infectologista do HEF, Wanderson Sant’Ana, o uso consciente dos antibióticos é fundamental para preservar a eficácia dos tratamentos disponíveis. “Antibiótico não deve ser utilizado por conta própria nem para qualquer tipo de infecção. Quando uma pessoa usa esse medicamento sem necessidade, ela pode favorecer a seleção de bactérias resistentes. Isso significa que, em uma infecção futura, um medicamento que antes funcionava pode deixar de ser eficaz, tornando o tratamento mais complexo”, explica.

O especialista destaca ainda que a resistência bacteriana não representa apenas um problema individual, mas uma questão que pode afetar toda a comunidade. Bactérias resistentes podem circular entre pessoas e se disseminar em diferentes ambientes, aumentando o desafio para os serviços de saúde. “É importante entender que o paciente não deve interromper ou modificar o tratamento por conta própria. A escolha do antibiótico, a dose e o tempo de uso dependem do tipo de infecção e da avaliação profissional. Seguir corretamente a orientação médica é uma das formas de contribuir para que esses medicamentos continuem funcionando quando realmente forem necessários”, orienta Wanderson.

Prevenção começa no dia a dia

A população também tem papel importante no enfrentamento da resistência bacteriana. Além de utilizar antibióticos somente com orientação de um profissional de saúde, é fundamental não compartilhar medicamentos, não utilizar sobras de tratamentos anteriores e seguir corretamente as orientações recebidas durante o tratamento.

Medidas de prevenção de infecções também ajudam a reduzir a necessidade de antibióticos. Higienizar as mãos frequentemente, manter a vacinação em dia, cuidar da segurança dos alimentos e adotar medidas adequadas de higiene são atitudes simples que contribuem para diminuir a circulação de microrganismos e, consequentemente, a necessidade do uso desses medicamentos.

O Hospital Estadual de Formosa (HEF) alerta sobre a resistência bacteriana. A automedicação e o uso inadequado de antibióticos são principais causas desse problema de saúde pública.
O uso responsável de antibióticos, aliado à higienização das mãos e à vacinação em dia, ajuda a prevenir infecções e evitar o uso desnecessário de medicamentos. (Fotos: Divulgação/IMED)
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